No Peru há uma festa que é celebrada duas vezes por ano. E sempre com grande pompa, música e, claro, com abundantes degustações. É o Dia do Coquetel Pisco Sour — o dia em que todo o país levanta os copos por seu principal símbolo gastronômico. Esta festa não é apenas um tributo à tradição culinária, mas um ato de orgulho nacional, consagrado ao nível do estado. Como surgiu este coquetel e por que mereceu um dia especial no calendário?
No Peru existem oficialmente duas datas dedicadas ao Pisco Sour. A primeira e principal é o Dia Nacional do Pisco Sour, que é celebrado na primeira sexta-feira de fevereiro. Esta data foi instituída em 2004 pelo Ministério da Produção do Peru (Resolução Ministerial N° 161-2004-PRODUCE) e desde então se tornou um evento importante no calendário gastronômico do país.
A segunda data é o Dia do Pisco Sour em julho, que é celebrado no quarto domingo de julho. Este dia foi oficialmente instituído em maio de 1999. Basicamente, é outra oportunidade para celebrar o coquetel amado, e também é acompanhado de grandes festas e degustações.
Assim, os peruanos têm dois dias no ano para oficialmente desfrutar de seu patrimônio nacional. No entanto, a festa de fevereiro é considerada a principal e mais grandiosa.
A história do coquetel começou em Lima no início do século XX. Seu criador é considerado Victor Vaughn Morris (Victor Vaughn Morris), um imigrante americano que, em 1916, abriu um bar no centro de Lima chamado Morris Bar. O bar ficava na rua Bosque, 847 (hoje Huirón de la Unión) e rapidamente se tornou um local popular entre intelectuais, viajantes e a boemia.
Crée-se que Morris criou o Pisco Sour inspirado no clássico whisky sour, mas substituindo o whisky pelo brandy de uva local — pisco. No entanto, a versão moderna do coquetel, com o ovo em branco e o bitters Angostura, apareceu mais tarde. Seu criador foi o barman peruano Mario Bruiget (Mario Bruiget), que trabalhava no bar Morris na segunda metade dos anos 1920.
Os primeiros registros documentais do Pisco Sour datam de 1920-1921. Em setembro de 1920, um conto foi publicado no jornal «Hogar» mencionando o «пискосур no bar Morris». E em abril de 1921, o jornal «Mundial» escreveu sobre um personagem que bebia um «número branco» preparado pelo aprendiz do «senhor Morris». Em 1927, o Pisco Sour já havia se tornado parte da cultura urbana: ele é mencionado como a bebida oficial do bar no livro «Lima — cidade dos vice-reis».
Como no caso do próprio pisco, a origem do Pisco Sour foi por muito tempo objeto de disputa entre o Peru e o Chile. Ambos países o consideram seu coquetel nacional.
No entanto, o Peru consolidou seu status legalmente. Em 1988, o coquetel foi reconhecido como parte do patrimônio cultural nacional. Em 2004, foi instituído o Dia Nacional do Pisco Sour. E em 2007, o coquetel foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural da Nação (Patrimonio Cultural de la Nación).
Além disso, em 2005, o Peru apresentou uma solicitação de registro internacional de pisco na Organização Mundial da Propriedade Intelectual e obteve aprovação. Assim, o país não apenas reconheceu o
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