Pequeno animal com bigodes, como o professor, nadando na barriga, segurando uma pedra no abdômen. Racha uma concha, sorri de prazer. Marta. Alguém a chama de lobo fluvial, alguém de gato d'água. Ela é tímida, inteligente, brincalhona e muito importante para a ecologia. Tem seu próprio feriado — Dia Mundial da Marta. É comemorado na última quarta-feira de maio. Em 2026 — 27 de maio. Vamos descobrir por que a Marta precisa de atenção e proteção, o que a torna única e como podemos ajudá-la.
Marta é um mamífero carnívoro da família Mustelidae. Ao todo, há 13 espécies no mundo. O mais conhecido é a Marta fluvial (Lutra lutra), que vive na Europa, Ásia e África do Norte. Ela tem um corpo longo e flexível (até 1 metro), pernas curtas com almofadas, cauda poderosa (como um remo), pêlo denso, que não deixa passar água. A cor é marrom, o abdômen claro. Peso de 5 a 15 kg.
Na América do Norte, há a Marta canadense, maior (até 140 cm, 20 kg). Na América do Sul — a Marta gigante (até 2 metros, 30 kg), rara e incluída na Lista Vermelha. Na Ásia — a Marta lisíssima, praticamente sem subpêlo. E separadamente — a Marta marinha (kalan), que vive no Oceano Pacífico e não sai da terra.
Na Rússia, a Marta fluvial é encontrada praticamente em todo lugar, exceto no Ártico. Ela gosta de rios limpos, lagos, riachos com margens florestais. Devido à poluição da água, a Marta desapareceu de muitos lugares, mas voltou onde as rivers foram limpos.
A Marta é um excelente nadador. Pode nadar até 6 metros de profundidade, manter a respiração por 4 minutos. Sob a água, fecha os ouvidos e as narinas. Nada mais de 10 km/h. No solo, parece desajeitada, mas pode correr até 20 km em um dia em busca de comida.
Ela caça principalmente peixe (trout, rudd, perch), sapos, caranguejos, ratos aquáticos. Come 1-2 kg de comida por dia. Não come lixo — só fresco. Se o peixe estiver doente, a Marta o ignora. Portanto, a Marta é um bioindicador: se ela vive em um rio, significa que a água está limpa.
Ela é territorial. Uma Marta domina um trecho de rio de 2 a 10 km. Marca as fronteiras com excrementos (que cheiram a peixe, jasmin e musgo). Não deixa estranhos, mas às vezes brinca com vizinhos.
As Martas são muito brincalhonas. Gostam de escorregar de margens argilosas na água, nadar na barriga, perseguir umas as outras. Elas brincam até na idade adulta. No inverno, escorregam por montanhas de gelo. Os zoólogos chamam isso de "alegria de Marta".
A população de Marta diminuiu drasticamente no século XX. As causas: caça (o pêlo é muito valorizado), poluição dos rios (pesticidas, metais pesados), drenagem de pântanos, desmatamento das margens. Em 1950, a Marta quase desapareceu da Europa. A população da Rússia também diminuiu, mas agora está se recuperando.
A segunda razão é a morte nas redes e armadilhas de pesca. A Marta se enreda e afoga. A terceira é a diminuição da base alimentar devido ao excesso de pesca. A quarta é o contrabando: a pele da Marta custa até 50 mil rublos no mercado negro.
O Dia Mundial da Marta foi instituído para chamar a atenção para o problema. Ele é comemorado desde 2014 pela iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O objetivo é contar às pessoas sobre a importância da Marta para os ecossistemas e pedir não matá-la.
Na Rússia: os zoológicos organizam palestras e quebra-cabeças. No Zoológico de Moscou, naquele dia, as Martas são alimentadas com peixe vivo — para que os visitantes vejam como elas caçam. No Zoológico de São Petersburgo — concurso de desenho infantil "Minha Marta favorita".
Na Europa: fazem levantamentos de Marta nas rios. Os voluntários procuram pegadas, excrementos, fotografam. Eles passam os dados aos cientistas. No Reino Unido, há um dia aberto na estação de resgate de Martas (onde tratam feridos e liberam na natureza).
Nos Estados Unidos: lançam o flashmob #OtterDay. As pessoas postam fotos com bonecos de Marta, vídeos de zoológicos, fatos divertidos. No Japão: rezam em templos pela pureza dos rios e depois liberam alevinos de truta nas rios onde vivem as Martas.
Na internet: há transmissões ao vivo dos recintos de Martas. Os mais populares são do aquário de Osaka (Japão) e do zoológico de Chester (Reino Unido). As Martas lá são estrelas do YouTube.
Passos simples. Não jogue lixo nos rios e lagos. Especialmente perigosos são as baterias, o plástico, o óleo. Não lave o carro perto do rio. Mantenha a limpeza das margens — participe dos sábados de limpeza.
Se você é pescador, não coloque redes em lugares onde há Martas. Se acidentalmente a pega — solte com cuidado. Não mate! Este é um animal ameaçado. Não compre produtos de pelagem de Marta. Uma verdadeira pelúcia de Marta é contrabando. A sintética aquece tão bem.
Apoie organizações de resgate de animais selvagens — pode transferir até 100 rublos. Plante árvores ao longo do rio — isso fortalecerá a margem e dará abrigo à Marta. Fale aos amigos sobre o Dia da Marta — quanto mais pessoas souberem, maiores as chances de salvar o animal.
A Marta tem o pêlo mais denso do mundo — até 80.000 pelos por centímetro quadrado. Para comparação, o homem tem 200. Portanto, a Marta não molha.
A Marta usa pedras como ferramentas. Coloca uma pedra no abdômen e bata nela com uma concha. Ela carrega pedras nas dobras da pele. Uma pedra pode durar anos.
As Martas dormem nadando na barriga. Frequentemente, eles se segurem pelas pés para não se afastarem um do outro. Assim dormem pares e famílias.
Os filhotes de Marta não sabem nadar ao nascer. Sua mãe os ensina, jogando na água e puxando. Em 2 meses, eles já são como peixes.
As Martas emitem até 20 sons: sibilo, canto, zumbido, grunhido, grito de alarme, chamado de namoro.
Em cativeiro, as Martas vivem até 20 anos, na natureza — 10-12.
Na mitologia celta, a Marta é um guia para o mundo dos espíritos. Acreditava-se que quem matasse uma Marta seria maldito. Nas sagas escandinavas, a Marta é a manifestação do deus Loki (ele podia se transformar em Marta). Na Índia, a Marta é uma das formas do deus Vishnu.
Nas lendas russas, a Marta quase não aparece. Em vez disso, há a expressão: "Astuto, como Marta". Ou "A Marta não polui a água, ela mesma é limpa". Nos povos siberianos, a Marta é um animal totem. Não se podia matá-la sem necessidade.
Na cultura moderna: a Marta é herói de desenhos animados (por exemplo, "Eragão", "Princesa Mononoke", série "Zootopia"). No Japão, as Martas são personagens de mangá e anime. Na internet, as Martas com pedras no abdômen são um meme popular.
Na escultura: há monumentos em Voronezh (na margem do rio), em Riga (ao pé da cachoeira), em Londres (no parque).
Conflito: a Marta pode entrar em fazendas de peixes e comer alevinos. Os fazendeiros esmagam as Martas. Solução: instalar cercas subterrâneas (a Marta cava), usar repelentes eletrônicos. Além disso, há um conflito: as Martas cavam buracos nas margens, podem arrastar as enxadas. Mas isso é raro.
Vizinhança: nas cidades da Europa, as Martas entram se há água limpa. Em Munique, as Martas vivem na fronteira da cidade — no parque "English Garden". Os turistas as fotografam. Em Moscou, viram Martas no Bosque de Bittsevsky e no rio Sosnya. Isso significa que a água está ficando mais limpa.
O importante é não domesticar a Marta selvagem. Ela não é um gato. Pode morder, causar ferimentos. A infecção por raiva é possível (raro, mas existe). Admire de longe.
Se você encontrar uma Marta na cidade ou na floresta e ela parecer doente (apática, não tem medo dos humanos, com sangue), não toque! Ligue para o centro de resgate de animais selvagens (os números estão na internet). Se tiver a pata cortada ou estiver enredada em redes, coloque em uma caixa com luvas e leve ao veterinário.
Não tente aquecer, alimentar, curar sozinho. A Marta é um animal estressante. Pode morrer de medo. Não dê para o zoológico sem permissão — lá já está cheio. O melhor é o centro de reabilitação.
Se encontrar um filhote (pequeno, cego) — a mãe está perto. Não tire. Vá embora e espere. A mãe vai voltar. Se o filhote chorar mais de 2 horas, ligue para os especialistas.
A Marta é o topo da cadeia alimentar no rio. Regula a população de peixe, comendo os fracos e os doentes. Não permite que os caranguejos e os sapos se multipliquem até uma epidemia. Graças à Marta, o rio está saudável. Se a Marta desaparecer, começará um desequilíbrio, o rio ficará doente, coberto de algas, envenenado.
A Marta é um indicador vivo da água limpa. Se ela estiver lá, pode beber água sem medo. Se não estiver, deve soar o alarme.
O Dia Mundial da Marta não é sobre o animal. É sobre nós. Seremos capazes de manter a natureza de maneira que as Martas voltem? Para que nossos filhos vejam como ela pega peixe e brinca ao pôr do sol? 27 de maio, pense nisso. E se decidir, ajude. Pelo menos, não jogue lixo. A Marta agradecerá. Silenciosamente, porque não sabe falar. Mas você entenderá.
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