Pequeno, frágil, com grandes orelhas e olhos ardentes. O Russian Toy é não apenas um cão de apartamento. É uma personalidade que precisa de liberdade. Não aquela liberdade de um husky ou um cão de pastoreio — correr pelo bosque sem correia. Mas sua própria, especial: liberdade de escolha, expressão e movimento. Paradoxo: o cão que frequentemente é carregado na bolsa, na verdade anseia explorar o mundo, tomar decisões e até… comandar. Neste artigo, vamos discutir o que é a liberdade para o Russian Toy e como fornecê-la corretamente, sem expor o pequeno animalzinho a perigo.
Muitos donos de Toys cometem o erro de limitar as caminhadas a 10-15 minutos. «Ele é pequeno, vai ficar frio, vai ficar cansado». Isso é um erro. O Russian Toy é uma raça energética, descendente dos cães de rato. Eles precisam de caminhadas longas (no mínimo uma hora por dia), a oportunidade de correr sem correia (em locais seguros e cercados), escalar obstáculos baixos, interagir com outros cães (não agressivos). A liberdade de movimento não é apenas saúde física (músculos, articulações, peso), mas também psicológica. O cão que é trancado em casa começa a latir sem motivo, morder coisas, entrar em pânico. Ao permitir que o Toy caminhe livremente (em parques específicos para pequenos cães), você lhe presenteia com felicidade.
O Russian Toy é um cão de temperamento. Ele pode recusar uma brincadeira em favor de outra, escolher o percurso da caminhada, decidir quando dormir. Muitos donos suprimem essa liberdade: “não entre ali”, “vamos aqui”, “coma isso”. Um bom dono permite que o Toy escolha dentro de limites seguros. Por exemplo: “Para onde vamos: à esquerda ou à direita?”. Ofereça duas brincadeiras — deixe ele escolher. Permita que ele decida quando sair na varanda. Isso desenvolve seu intelecto e fortalece sua ligação. Um cão que pode escolher é menos ansioso e mais confiante.
Os Toys frequentemente sofrem do “síndrome da pequena cachorrinha” — agressão devido ao medo. Uma das causas é a isolamento dos semelhantes. Os donos temem que a grande cachorra o morda (ao contrário, o Toy pode ser ferido). Mas a completa isolamento leva ao neurótico. A liberdade de comunicação significa: encontros regulares com cães amigáveis do mesmo tamanho (toy-terriers, chihuahuas, yorkies). Pode levar ao grupo específico para pequenas raças. Neste caso, não force o Toy; permita que ele se aproxime ou se afaste por conta própria. A habilidade de se comunicar reduz os medos e faz a cachorra equilibrada.
Uma das maiores falhas é carregar o Toy em todas as partes. “Ele é pequeno, vai ficar cansado, vai se sujar”. Como resultado, o cão se acostuma a pensar que o mundo é as mãos do dono. Ela não desenvolve independência, tem medo de tudo, exceto das mãos. A liberdade para o Toy é a oportunidade de andar com suas próprias patas. Sim, ele pode tropeçar, sujar, friar (no limite razoável). Compre roupas e sapatos quentes, mas deixe-o andar sozinho. A exceção são locais perigosos (ruas movimentadas, multidões de grandes cães). Acostume-o à independência gradualmente: primeiro libere por alguns metros no parque, depois por distâncias longas.
Os Toys são cães vocalistas. Proibir altogether de latir é como proibir a pessoa de falar. A liberdade de expressão significa: permitir latir em situações específicas (saudação, aviso de perigo, alegria). Mas ensine a ordem “calado”. Também liberdade em brincadeiras: permitir rosnar, “caçar” brinquedos, sacudir eles, correr com a presa. Não proíba a expressão de emoções: se o Toy está feliz, deixe ele pular; se estiver triste, não repreenda, mas investigue a causa.
Os Russian Toys tendem a ser tímidos. A tarefa do dono é não isolar de todos os medos, mas ensinar a lidar com eles. A liberdade de medo não é a ausência de algo assustador, mas a capacidade de superá-lo. Gradualmente, apresente o Toy a novos lugares, sons, pessoas. Não chame-o de “mamãe” quando tem medo, mas explique calmamente que não há perigo. Não puna a timidez. Deixe-o explorar o objeto assustador a uma distância segura. Com o tempo, o Toy se tornará mais corajoso.
A liberdade sem limites é o caos e o perigo. Para o Russian Toy, os limites são: terras cercadas, correia na via pública, ausência de contato com cães agressivos, proibição de comer no chão. Isso não é uma restrição de liberdade, mas um условие sua existência. Explique às cães as regras calmamente, mas firmemente. Então dentro desses limites, o Toy será verdadeiramente livre.
A liberdade para o Russian Toy não é “faça o que quiser”. É a oportunidade de ser um cão, e não um acessório. Correr, escolher, se comunicar, expressar emoções, superar medos. Quando o Toy está feliz, ele não late sem motivo, não morder móveis, não tremer de medo. Ele simplesmente vive uma vida plena. E presenteia você com seu amor. E o que mais precisa?
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