Pergunte a qualquer pessoa quais os animais que causam o maior medo e, quase sempre, a resposta será: «serpente». Mas há um dia no ano em que até os mais ferrenhos oponentes das escamas estão dispostos a reconhecer: essas criaturas não assustam simplesmente, elas fascinam. Em 16 de julho, todo o mundo comemora o Dia Mundial da Serpente — uma celebração que visa não tanto glorificar as répteis, mas desmascarar os mitos que as envolvem há séculos.
O Dia da Serpente foi celebrado pela primeira vez em 1975. Quem foi o iniciador, a história silencia — é um dos的那些节日,它们来自not from above, but from the general need of humanity to reconsider its attitude towards nature. Organizations for the protection of animals, environmental communities, herpetologists — all contributed to make July 16 a day when we finally stop being afraid and start understanding.
Hoje, o Dia Mundial da Serpente é celebrado em muitos países do mundo. Neste dia, são realizadas palestras, exposições, exibições de filmes sobre a vida das serpentes, excursões a zoológicos e reservas naturais. O objetivo principal é informar o público sobre o estilo de vida, comportamento e enorme papel das serpentes nas comunidades naturais. E, o que não é menos importante, ensinar às pessoas como se comportar em caso de encontro com uma serpente.
As serpentes não são simplesmente «bichos escamosos», como são frequentemente chamadas. Elas são um elemento chave dos ecossistemas, sem o qual o equilíbrio natural desmoronaria. Elas regulam a população de roedores, que transportam doenças perigosas e causam sérios danos à agricultura. Uma serpente pode matar dezenas de ratos e ratos em um ano — e isso é a melhor proteção natural dos campos que a natureza inventou.
Além disso, as serpentes mantêm a saúde do solo, a pureza da água e a estabilidade das cadeias alimentares. Onde há serpentes, o ecossistema funciona como um relógio. Seu desaparecimento é sempre um sinal de alerta: algo está errado. E, paradoxalmente, a presença de serpentes é um sinal de uma natureza saudável, não de perigo.
No mundo há cerca de 3,5 mil espécies de serpentes. Desses, apenas 600 são venenosas. E apenas 200 espécies representam uma ameaça real para o homem. Isso é menos de 6% de todas as serpentes no planeta. As outras são ou inofensivas ou tão raras que encontrar uma em estado selvagem é uma grande sorte.
Além disso, a maioria das serpentes, mesmo as venenosas, não ataca o homem primeiro. Como escreveu o médico russo Danila Samoilovich ainda em 1780, a serpente「não ataca selvageramente, se não for ferida ou provocada」. Esta verdade não obsoletou e hoje. O bico de uma serpente é sempre um ato de autodefesa, não de agressão.
Existem tantas lendas e enganos sobre as serpentes que é difícil separar a verdade da mentira. Aqui estão apenas alguns dos mais resistentes.
Mito primeiro: as serpentes são agressivas. Na verdade, a maioria das serpentes prefere fugir, em vez de entrar em conflito. Um estudo revelou que cerca de 97% das serpentes de veneno não mordem mesmo após serem pisadas.
Mito segundo: as serpentes perseguem humanos. Isso é um dos maiores enganos mais comuns. As serpentes não perseguem humanos — se parece que uma serpente está se movendo em sua direção, é mais provável que ela esteja tentando alcançar um abrigo que está por trás dela.
Mito terceiro: as serpentes são escorregadias. Sua pele pode parecer úmida e brilhante, mas ao toque, ela é seca e lisa, como uma pedra bem polida.
Mito quarto: todas as serpentes precisam ser mortas. Isso não é apenas cruel, mas também perigoso para o ecossistema. Além disso, a maioria dos países proíbe a morte de serpentes pela lei. O melhor a fazer ao encontrar uma é simplesmente sair.
Mito quinto: é necessário sugar o veneno no ferimento. Isso não é apenas inútil, mas perigoso. Sucar o veneno pode agravar a lesão e causar infecção. No caso de uma mordida, é necessário procurar assistência médica imediatamente.
É interessante que o tratamento das serpentes em diferentes culturas seja radicalmente diferente. Na tradição ocidental, a serpente é frequentemente associada ao perigo, à cobiça e até ao mal. Ela é temida, desprezada, e é morta na primeira oportunidade.
Mas nos países do Sudeste Asiático, na Índia e na China, a serpente é venerada. Ainda existem templos onde se cultuam e os mágicos de serpente atraem multidões de turistas. Na cultura chinesa, há até uma frase:「desenhar uma serpente, desenhar seus pés」— fazer o excessivo, exagerar. Esta metáfora surgiu da crença de que a aparência da serpente é tão perfeita que qualquer adição a ela é um erro.
E você sabia que é a serpente que está representada no logotipo da Organização Mundial da Saúde? É um símbolo antigo de cura que remonta ao mito de Aesculapius — o deus da medicina na Grécia Antiga. A serpente envolvida no bastão ainda nos lembra: essas répteis não apenas matam, mas também curam. O veneno de muitas serpentes é a base para a criação de medicamentos vitais.
A regra principal é não entrar em pânico. Se você ver uma serpente, pare, dê a ela a oportunidade de fugir. Na maioria das vezes, ela já percebeu sua presença e está procurando um caminho para se afastar. Não tente capturá-la, matá-la ou provocá-la — isso é o único jeito de provocar uma mordida.
Se você está no bosque ou no campo, especialmente em lugares onde vivem serpentes venenosas, use sapatos altos e calças apertadas. Olhe para baixo. E lembre-se: a serpente não caça o homem. A única razão pela qual ela pode morder é a defesa. Não dê a ela motivo.
Neste dia, todos podem contribuir para a proteção dessas répteis maravilhosas. Aqui estão algumas ideias.
Saiba mais sobre as serpentes que habitam sua região. O conhecimento é a melhor cura para o medo. Compartilhe fatos interessantes nas redes sociais — assim você ajudará a desmascarar os mitos. Apoie organizações que se ocupam da conservação das répteis e de seus ambientes naturais. E, claro, nunca compre serpentes como animais exóticos de estimação — mais de 75% desses animais morrem no primeiro ano de cativeiro.
16 de julho é o dia em que podemos olhar para as serpentes de outra forma. Não como uma ameaça, mas como parte do mundo maravilhoso em que vivemos. Elas são mais antigas do que nós por milhões de anos. Elas sobreviveram aos dinossauros e viram continentes mudarem. Sua escama carrega a memória dos mares antigos e seu veneno é a chave para os medicamentos do futuro. Elas não são malvadas, cúmplices ou vingativas. Elas apenas querem viver. E no Dia Mundial da Serpente, finalmente podemos reconhecer: elas têm todo o direito de fazê-lo.
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