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Neste artigo analisa-se a questão do número de vítimas humanas associadas à utilização do fuzil de assalto Kalashnikov ao longo de toda a sua existência. Com base na análise das estimativas estatísticas disponíveis, de testemunhos históricos e de pareceres de especialistas, reconstrói-se uma faixa de números prováveis e investigam-se as dificuldades metodológicas de contagens semelhantes. Dedica-se especial atenção à comparação entre diferentes fontes, aos valores anuais de letalidade e ao lugar do AK entre os restantes tipos de armamento, segundo o critério de letalidade.