Futebol no Marrocos não é apenas um jogo. É uma obsessão nacional, um elevador social, uma maneira de sair da pobreza e proclamar-se ao mundo. Um país onde as praias de Casablanca e as montanhas do Atlas queimam igualmente amor pelo esférico. Marroquinos se apaixonam intensamente, jogam tecnicamente e seus clubes e seleção são conhecidos além da África. Em 2022, os "Leões do Atlas" alcançaram sensacionalmente a semi-final da Copa do Mundo no Catar, derrotando Espanha e Portugal. Este sucesso não foi por acaso. Por trás dele há uma longa história, torneios de rua, imigrantes talentosos e um estilo único.
O futebol no Marrocos surgiu graças aos franceses e espanhóis no início do século XX. O primeiro jogo da seleção aconteceu em 1928. Após a independência (1956), a federação de futebol se desenvolveu ativamente. O ponto crucial: Marrocos se tornou o primeiro país africano a vencer a Copa das Nações Africanas (CAN) em 1976. Nos anos 1990 e 2000, a seleção entrou e saiu dos campeonatos do mundo. Mas o trabalho sistemático com a juventude, a construção de academias (inclusive a academia Mohamed VI) trouxe frutos. Até 2026, Marrocos é o líder incontestável do futebol africano.
O futebol marroquino é um sinete. Dos europeus, pegaram a aprendizagem tática, o pressão, o jogo de passes. Dos africanos, o drible, a imprevisibilidade, a maestria individual. A seleção, sob a liderança de Walid Regragui (após o sucesso de 2022), joga futebol ofensivo 4-3-3, com foco nos flancos. Os defensores são técnicos, os meias destróem e criam, os atacantes são rápidos. Não têm medo de chutar de longa distância. Característica: muitos jogadores nascidos na Europa (França, Holanda, Espanha), mas escolheram Marrocos. Isso dá à seleção experiência em ligas de elite.
Jogadores lendários: Ahmed Faras (melhor artilheiro da história da seleção), Mustapha Hajji (herói da Copa do Mundo de 1998), Nuredine Naybet (defensor). Modernos: Hakim Ziyech ("Chelsea", "Galatasaray"), Achraf Hakimi ("PSG"), Youssef En-Nesyri ("Sevilla"), Sofyan Amrabat ("Fiorentina", "Manchester United"), Romain Saiss (capitão). O goleiro Yassin Bounou (Bono) é a estrela da Copa do Mundo de 2022, que puxou penáltis. Em 2026, novos talentos estão surgindo: Ben Seghir, Ezalzouli.
Principais clubes: "Wydad Casablanca" (WAC), "Raja Casablanca" (RCA) e "Athletic Union" (FAR). O derbi de Casablanca é uma bomba. O estádio Mohamed V comporta 67.000 pessoas e quando "Wydad" e "Raja" se encontram, a cidade para. Os torcedores queimam fogo-faque, pulam, cantam. Esses clubes dominam os torneios africanos: "Wydad" ganhou a Liga dos Campeões da CAF, "Raja" também. Em 2026, clubes marroquinos atraem jogadores de elite da Europa, elevando o nível.
A Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) construiu a academia Mohamed VI em Sale. É um complexo supermoderno com campos, piscina, escola, internato. Seleccionam crianças de todo o país, a partir dos 12 anos. A educação é gratuita. Graduados: Achraf Hakimi, Youssef En-Nesyri. Em 2026, a academia colabora com clubes europeus ("Real", "Barcelona", "Arsenal"). Outras academias: Academia Wydad, Academia FAR.
Marrocos se prepara para a Copa do Mundo de 2030 (junto com Espanha e Portugal). Portanto, os estádios estão sendo reformados. As principais arenas: "Mohamed V" (Casablanca), "Marrakech", "Fes", "Tangier", "Agadir". Todos correspondem aos padrões da FIFA. Em 2026, foi aberto o estádio "Grand Stade de Casablanca" com capacidade para 93.000 lugares — o maior da África. Além disso, estão sendo construídos ginásios cobertos para treinamento no inverno.
Os torcedores marroquinos são conhecidos por sua lealdade. Eles gritam "Dima Maghrib!" (sempre Marrocos). Usam tambores, flautas, bandeiras. No Campeonato do Mundo de 2022, eles dominaram os estádios árabes com o barulho. Após a vitória sobre Portugal no Catar, os torcedores dançaram nas ruas de Doha. No Marrocos, os derbis podem ser acompanhados de confrontos, mas a polícia pune rigorosamente. Em 2026, foram introduzidos bilhetes eletrônicos com identificação para excluir vândalos.
As crianças no Marrocos começam a jogar aos 5 anos. Nos quintais, nas praias, nos bairros desertos. A bola pode ser caseira. A seleção para a academia é rigorosa, mas muitos passam por clubes amadores. Nas escolas públicas, o futebol faz parte do programa de educação física. Existe a liga "Futebol Escolar" sob a égide da FRMF. As meninas também jogam, embora menos.
A seleção feminina marroquina está progredindo. Em 2022, elas chegaram à final da Copa das Nações Africanas (perderam para a África do Sul). Em 2026, qualificaram-se pela primeira vez para a Copa do Mundo (junto com a África do Sul, Nigéria). Lideranças: Ghizlane Chabbak, Fatima Tagnaout. A federação constrói uma academia feminina. No entanto, a popularidade do futebol feminino ainda é menor do que a do masculino, mas está crescendo.
O futebol no Marrocos é um negócio. Os clubes vendem jogadores para a Europa (Hakimi para o "PSG" por 60 milhões de euros, En-Nesyri para o "Sevilla"). As transferências geram receita. Contratos de televisão (beIN Sports, Arryadia) aumentaram. Patrocinadores (Banco do África, Maroc Telecom) investem dinheiro. O governo constrói estádios. Em 2026, espera-se um crescimento do PIB devido ao turismo antes da Copa do Mundo de 2030.
Problemas: falta de treinadores qualificados nas regiões, infraestrutura fraca na área rural, corrupção (raramente, mas acontece). No entanto, a federação de futebol, sob a liderança de Faouzi Lekjaâ (ex-jogador), trabalha sistematicamente. A seleção ocupa o 12º lugar no ranking da FIFA (2026). O objetivo é vencer a Copa das Nações Africanas de 2027 e avançar longe na Copa do Mundo de 2030. Marrocos quer se tornar um centro mundial de futebol.
O futebol no Marrocos é uma história de sucesso, inspiradora para toda a África. Do boliche de rua ao semi-final da Copa do Mundo. Um país onde o amor pelo jogo é transmitido com o leite da mãe. E onde cada menino em Fes sonha se tornar o novo Hakimi. Marrocos é o futuro do futebol.
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