No calendário, é apenas um dia. Mas para milhões de pessoas em todo o mundo, é uma data em que eles se recusam conscientemente a comprar. No entanto, o Dia sem Compras (Buy Nothing Day) não está vinculado a uma única data — é celebrado em diferentes momentos em diferentes países. E não é apenas uma ação, mas um movimento inteiro que faz-nos pensar: por que compramos coisas que não precisamos? Quem inventou este dia e onde é celebrado? Vamos entender.
Tudo começou em 1992, em Vancouver. O artista canadense Ted Dave propôs uma ideia simples e ousada: um dia por ano sem comprar nada. Nem lembranças, nem comida para levar, nem brinquedos. Seu objetivo não era arruinar a economia, mas chamar a atenção para o problema do consumo excessivo. Ele acreditava que a publicidade nos engana, prometendo felicidade por dinheiro, e que compramos muito mais do que precisamos. A ideia foi adotada pela revista Adbusters, que ativamente promoveu o Dia sem Compras em todo o mundo.
No início, a ação era local — no Canadá, era celebrado em setembro. Mas em 1997, foi transferido para a sexta-feira após o Dia de Ação de Graças — exatamente na \"Sexta-feira Negra\", o dia de maior consumo do ano. Foi um desafio: opor um dia de recusa ao consumo ao dia de maior consumo. Desde então, o movimento cresceu até se tornar global[referência:4].
Hoje, o Buy Nothing Day é celebrado em dezenas de países em todo o mundo. Na América do Norte, no Reino Unido, na Finlândia e na Suécia, é celebrado no dia \"Sexta-feira Negra\" — na sexta-feira após o Dia de Ação de Graças. Nos outros países, no dia seguinte, no sábado, que muitas vezes cai no último fim de semana de novembro.
De acordo com dados de 2001, a ação já envolvia 35 países, e hoje participa de mais de 65 países. Entre eles:
É interessante que a ação é feita de diferentes maneiras em diferentes países. No Japão, por exemplo, neste dia são organizados \"lojas onde não se compra nada\" e mercados de troca. Na Europa, os ativistas realizam flashmobs, corridas de bicicleta e até \"zombie mobs\", onde as pessoas andam pelos centros comerciais com as mãos vazias, imitando compradores zumbis.
O Dia sem Compras não é um chamado para se tornar um asceta. É um convite para parar e pensar. Os organizadores lembram: a felicidade não está nas coisas. No mundo há muita coisa valiosa — tempo com a família, caminhadas, livros, conversas. Este é um dia em que podemos, pelo menos, por 24 horas, sair do ciclo interminável \"compra-consuma-descarte\" e nos sentir livres.
Os participantes da ação chamam não apenas para não comprar, mas para pensar sobre o que compramos nos dias normais. É um passo para um consumo consciente, para a recusa de coisas desnecessárias e para um estilo de vida mais sustentável. Em um mundo onde a publicidade grita pela necessidade de novas compras, o Dia sem Compras é uma voz silenciosa, mas constante, da razão.
Se você quiser participar do Dia sem Compras, fique atento à data: na América do Norte, no Reino Unido, na Finlândia e na Suécia, é na sexta-feira após o Dia de Ação de Graças (geralmente no final de novembro). Nos outros países, é no sábado após a \"Sexta-feira Negra\". No Japão, é na última sexta-feira de novembro. Você pode descobrir a data exata nos sites dos organizadores ou nas redes sociais.
A condição para participar é simples: por 24 horas, evite qualquer compra. Não é necessário ficar em casa — você pode caminhar, se reunir com amigos, ler, se dedicar a hobbies. O importante é não usar o cartão de crédito e não clicar no botão \"comprar\". E talvez este dia comece uma nova vida, mais consciente.
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