Austrália não é apenas um continente, é uma verdadeira universidade de imagens. Aqui, cada símbolo fala de sobrevivência, liberdade e conexão com a terra. Do canguru ao pavão, da ponta aborígene ao Sydney neon, essa matéria explora o que torna a cultura australiana reconhecível em todo o mundo.
No brasão da Austrália, estão representados o canguru e o emu. Não por acaso. Esses animais não podem se mover para trás — apenas para frente. Este é um símbolo de progresso, de movimento para o futuro. O canguru não é apenas um animal, mas também um emblema nacional que aparece em logotipos de companhias aéreas, times esportivos, moedas. O emu é o segundo símbolo em tamanho e juntos lembram: a Austrália não olha para trás.
A açafrão dourado (Golden Wattle) é a flor oficial da Austrália. Sua flor amarela e peluda aparece no final do inverno, anunciantes a primavera. Ela cresce em toda a extensão do continente e simboliza a unidade. No Dia da Austrália, as pessoas levam ramos de açafrão como um sinal de patriotismo. A flor também está presente no brasão e em algumas moedas.
O Teatro da Ópera de Sydney (Sydney Opera House) não é apenas um edifício. É um silhouette conhecido em todo o mundo que se associa à Austrália tanto quanto a Torre Eiffel à França. Sua cobertura em forma de vela foi projetada pelo arquiteto dinamarquês Jørn Utzon, mas se tornou um símbolo de uma nova, livre Austrália. Aqui acontecem não apenas óperas, mas também importantes eventos políticos, concertos, festivais. É impossível imaginar Sydney sem essa construção.
Uluṟu é uma pedra vermelha gigante no centro da Austrália. Para os aborígenes (angus), é sagrado. Para os turistas, é a principal atração que deve ser vista pelo menos uma vez na vida. Ele muda de cor dependendo do horário do dia: de vermelho fogo a violeta. Uluṟu simboliza a antiguidade e a conexão espiritual do homem com a terra. É um lugar onde se sente-se uma grão de areia na infinitude.
A pintura em pontos (dot painting) é uma das artes aborígenes mais reconhecíveis. Os pontos se combinam em padrões que contam histórias sobre mitos, caça, mapas de terras, rituais sagrados. Cada ponto não é apenas um traço, mas um código que pode ser lido se se souber a linguagem. Esta arte não apenas preserva a cultura, mas também é usada ativamente em interiores modernos, moda, logotipos.
Diggaridu é um instrumento de sopro dos aborígenes, feito de uma rama de eucalipto escavada por térmitas. Seu som baixo e gutural cria uma sensação de conexão com a terra e os antepassados. Diggaridu não é apenas um instrumento musical, ele é usado em rituais, cura, contos sobre a criação do mundo. Para muitos australianos, é um dos principais símbolos do patrimônio cultural.
Akubra é um chapéu de laço amplo usado na interioridade australiana. Feito de pelúcia de coelho, ele protege contra o sol, a chuva e o vento. É um símbolo do trabalhador, do pastoreio, do caminhoneiro. O chapéu não tem status oficial, mas é uma parte integral da imagem do "auténtico australiano". Ele pode ser visto em políticos, celebridades e pessoas comuns que vivem na terra.
Pão de carne é um prato simples que se come em estádios, pubs e em casa. A farinha é carne picada, cebola, molho, às vezes queijo. Na Austrália, há até concurso pelo melhor pão de carne. Não é refinado, mas é popular. O pão simboliza a simplicidade e o amor pela comida simples e nutritiva.
Pavlova é um beijinho com frutas e creme batido. Nomeado em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova, que se apresentou na Austrália nos anos 1920. Este doce se tornou nacional, embora os neozelandeses também reivindiquem a autoria. Mas para os australianos, pavlova é um símbolo de festa, verão e leveza. Ela sempre está na mesa no Natal, embora o Natal na Austrália seja de verão.
Stubby holder é um colete de neoprene para uma lata de cerveja. Pode parecer uma coisa pequena, mas é um item clássico da cultura australiana. Ele mantém a cerveja fria e as mãos secas. Os coletes são decorados com bandeiras, piadas, nomes de bares. É um símbolo da cultura australiana despretenciosa, onde a cerveja é parte de um ritual social.
Austrália é um país onde os símbolos vivem. Eles não estão em museus, estão na vida cotidiana. O canguru na estrada, o pão de carne na mão, o diggaridu no festival, a pavlova na mesa. Tudo isso não é apenas uma marca turística, é o pulso do continente.
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