O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 está se aproximando, e um dos principais frenesies já está se desenrolando não nos estádios, mas nas lojas de brinquedos. Pequenos tijolos de plástico da empresa dinamarquesa Lego dominam o mundo do futebol. Eles não apenas lançam conjuntos com bolas e gols. Eles criam um universo onde os torcedores podem montar estádios de seus sonhos, sentar mini-figurinhas nas arquibancadas e jogar a final da Copa do Mundo. Lego não é apenas um brinquedo, mas um poderoso popularizador do futebol. Especialmente no ano em que todo o mundo olha para a América do Norte.
O primeiro conjunto de futebol Lego foi lançado ainda em 2016. Eram gols simples com goleiro e um par de jogadores. Mas o verdadeiro avanço aconteceu em 2020, quando a Lego firmou um acordo de parceria multianual com a Liga dos Campeões da UEFA. Foram lançados conjuntos com a simbologia oficial, figuras de estrelas e até mini-versões de estádios famosos. Até 2026, a parceria com as associações de futebol foi expandida.
A empresa se tornou parceira do comitê organizador do Campeonato do Mundo de 2026 nos EUA, Canadá e México. Isso significa que prateleiras de lojas na América do Norte e em todo o mundo verão construtores exclusivos dedicados ao Mundial. A Lego não vende apenas brinquedos. Ela conta histórias. Sobre futebol, times, competição e unidade. E isso acerta no alvo.
O lançamento mais bombástico de 2025-2026 foi o construtor "Estádio da Final do Campeonato do Mundo de 2026". É uma miniatura exata do "MetLife Stadium" em Nova York, onde o troféu principal será levantado em 19 de julho. O conjunto tem 2.800 peças, teto móvel, arquibancadas realistas e até iluminação de luz. O preço é alto — cerca de 300 dólares. Mas os fãs estão comprando-o dos prateleiras semanas antes.
Outro sucesso foi "Transporte do Torcedor". Um ônibus com teto aberto, cheio de mini-figurinhas com bandeiras dos países participantes. Dentro — fumaça de plástico, tambores e megafones. Para as crianças, é uma maneira de sentir a atmosfera de um carnaval sem sair de casa.
A Lego também lançou a série "Jogos Clássicos". Caixas onde é possível montar cenas de finais lendárias do passado: a salvação de Zidane em 1998, o gol de Iniesta em 2010, as lágrimas de Messi em 2014 e o triunfo de Messi em 2022. Não são apenas brinquedos, são lições de história do futebol.
Uma das principais novidades é a série "Mini-figurinhas de Lendas do Futebol". Em 2026, a Lego lançou conjuntos com jogadores de 32 países participantes. Kylian Mbappé, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo (sim, ele ainda joga pela Portugal), Erling Håland, Vinícius Júnior. Cada figurinha tem um pente único, uniforme e até uma pose característica. Mbappé — com os braços cruzados no peito, Messi — mostrando para o céu, Ronaldo — com siu.
As figuras são vendidas em pacotes surpresa por 5-10 dólares. Crianças, não apenas crianças, adultos estão comprando caixas inteiras, sonhando em reunir a coleção completa. Isso gerou uma cultura inteira de troca e comércio. Vídeos de desempacotamento nas redes sociais estão se espalhando com milhões de visualizações. A Lego usa gênio na mecânica de colecionamento para manter o público em alerta.
Bônus especial: uma figurinha de árbitro com o monitor VAR e um pequeno cartão plástico vermelho. Detalhes que fazem rir.
A Lego não se limita ao plástico. Em 2025, foi lançado o jogo "Lego Football Champions 2026" para todas as plataformas populares. É um futebol arcade onde os jogadores controlam mini-figurinhas que correm pelo campo, fazem gols e celebram com animações engraçadas. O jogo se tornou um sucesso entre crianças e audiências familiares. É simples, brilhante e não requer meses de treinamento de controle como os simuladores da EA Sports.
No jogo há um modo "Copa do Mundo de 2026", onde é possível escolher qualquer uma das 48 seleções reais e levá-las ao título. Os estádios são recriados no estilo Lego, mas com características reconhecíveis. Cartões virtuais, conquistas in-game e a possibilidade de competir com amigos online. O jogo cumpre a mesma função que os construtores: envolve crianças no futebol através de um mundo conhecido e seguro de tijolos.
A empresa lançou o programa "Lego Football Schools" em todo o mundo. Dentro deste programa, conjuntos especiais "Regras do Futebol" são fornecidos a escolas primárias. No conjunto — figuras de jogadores, árbitros, campo com marcações e cartões com descrição das infrações. As crianças jogam situações em formato de jogo: offside, pênalti, cartão amarelo por falo.
A ideia é que, até 2026, mais de 500 mil crianças em todo o mundo se familiarizem com as regras do futebol através do Lego. Isso é especialmente importante em países onde o futebol não é o esporte nacional número um. EUA, Canadá, Índia, China. Lá, o Lego se torna uma ponte entre o jogo de construtor e o jogo no estádio.
Os colecionadores adultos de Lego (aficionados, AFOLs — fãs adultos de Lego) criaram todo um movimento "Lego Football Fans". Eles constroem dioramas gigantescos de cidades de futebol, recriam momentos históricos, filmam stop-motion com jogadores de plástico. Canais de YouTubers desses entusiastas têm milhões de seguidores.
Em 2026, em cidades organizadoras do Campeonato do Mundo — Nova York, Los Angeles, México, Toronto — haverão exposições de futebol Lego. Lá serão apresentadas grandes modelos de estádios com várias centenas de milhares de peças, figuras de jogadores em tamanho real e áreas interativas onde qualquer criança pode construir sua bola ou chuteira. Essas exposições são gratuitas e atraem um grande número de famílias que, talvez pela primeira vez, começam a pensar em ir a um jogo de futebol real.
A Lego paga grandes somas por licenciamento. Liga dos Campeões da UEFA, FIFA, clubes individuais ("Barcelona", "Real Madrid", "Manchester United", "Bayern Munique"). Em 2026, foram adicionadas licenças para as seleções dos EUA, Canadá e México. Para a Lego, é uma parceria mutuamente benéfica. Eles têm acesso a milhões de torcedores, e a FIFA e a UEFA têm cross-promoção entre crianças que não veem TV, mas amam construtores.
O efeito econômico é perceptível. As vendas da série de futebol Lego cresceram 300% de 2024 a 2026. O futebol se tornou a segunda temática mais popular da Lego após "Guerra das Estrelas". E na América do Norte, onde o Mundial ocorre pela primeira vez em 32 anos, o aumento das vendas ultrapassou todas as expectativas. A empresa até expandiu a fábrica no México para atender à demanda por conjuntos com a simbologia do Mundial.
Não tudo está bem. Ecologistas criticam a Lego pelo uso de plástico de petróleo. A empresa promete passar para materiais ecológicos até 2030, mas não está se apressando. Os preços dos conjuntos grandes são inacessíveis para muitas famílias. 300 dólares por um estádio é um salário semanal em muitos países. A Lego se justifica com a complexidade das licenças e os altos custos de produção, mas há um ressentimento.
Além disso, parte dos fãs reclama sobre a qualidade dos novos conjuntos. Dizem que as peças caem, as figuras quebram, as etiquetas descolam. Em busca de volume, a empresa às vezes sacrifica o controle de qualidade. Mas a maioria dos compradores ainda está satisfeita. As emoções de montar o estádio favorito ou celebrar um gol superam os pequenos detalhes.
A Lego tem concorrentes. A Mattel lança conjuntos de futebol com figuras da série Mega Construx. A Hasbro — transformadores de futebol. Mas ninguém consegue repetir o sucesso dos dinamarqueses. O segredo da Lego está no sistema. Um cubo se conecta ao outro, e com as mesmas peças é possível montar um estádio e um navio espacial. Isso oferece uma infinidade de recombinações. As falsificações chinesas são mais baratas, mas a qualidade é ruim. As crianças rapidamente se desiludem com os clones e retornam ao original.
Além disso, a Lego investiu enormes somas em criar conteúdo de futebol: um seriado no Netflix sobre as aventuras do jogador de plástico Leo, que sonha em vencer o Campeonato do Mundo; podcasts para pais; concursos para a melhor construção de estádio. Concorrentes sem esse orçamento não têm.
O Campeonato do Mundo de 2026, provavelmente, quebrará recordes de visualizações. Mas sem a Lego, parte do público — crianças pequenas que ainda não entendem as regras ou não conseguem sentar 90 minutos — ficaria de lado. A Lego oferece uma entrada. A criança monta o estádio, coloca as figuras, imita o chute. Depois, ela vê a mesma partida na TV e reconhece, sorri. Depois vai com os pais a um jogo real. Depois começa a jogar bolas no quintal.
A Lego não substituirá o futebol real. Mas ela cria o contexto, a história, o ambiente. Graças aos tijolos de plástico, o futebol se torna mais próximo, mais compreensível e mais desejável para a nova geração. E é essa a principal função de popularização da Lego em 2026. Não são os conjuntos, não são as figuras, mas a possibilidade de tocar na grande jogo com as mãos pequenas.
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