O mundo do tênis não é apenas sobre potentes servidos, belos golpes de fundo e a eterna perseguição por pontos de ranking. Para muitos astros do tênis moderno, a quadra é apenas uma das plataformas onde podem se destacar. Uma arena igualmente importante para eles é a beneficência — um espaço onde as vitórias são medidas não por títulos e prêmios, mas pelo número de vidas infantis salvas, escolas construídas e comunidades apoiadas. Os principais tenistas do mundo estão cada vez mais provando que sua humanidade e desejo de ajudar não são inferiores a seu domínio esportivo.
Talvez o exemplo mais amplo e antigo de beneficência no tênis seja o Fundo Roger Federer. Fundado ainda em 2003, ele já suportou projetos educacionais em sete países — seis na África do Sul e na Suíça — por mais de duas décadas. O Fundo Federer se concentra no ensino infantil de crianças vivendo em pobreza e, desde sua criação, ajudou quase três milhões de crianças a obter acesso a uma educação de qualidade.
O "rei do chão" espanhol Rafael Nadal fundou seu fundo beneficente em 2010, juntamente com sua mãe Ana Maria. A Fundação Rafa Nadal usa o esporte e a educação como ferramentas de transformação social, ajudando crianças e jovens de camadas vulneráveis. Na Espanha, o fundo abriu vários centros em bairros problemáticos de Madri, Valência e Palma, onde as crianças recebem não apenas treinamentos de tênis, mas também suporte psicosocial. Pela sua trabalho, o fundo de Nadal foi agraciado com o prêmio Laureus Sport For Good Award.
Novak Djokovic, o campeão sérvio, concentrou suas esforços em ajudar crianças em sua terra natal, a Sérvia. Seu fundo já investiu mais de 15 milhões de euros, construiu 58 creches e mudou a vida de mais de 54.800 crianças. A missão do fundo é garantir a cada criança um acesso igualitário à educação pré-escolar, criando espaços seguros e de desenvolvimento para elas.
A estafeta da beneficência é levada também por novas estrelas do tênis mundial. Carlos Alcaraz lançou seu próprio fundo em 2024, focado em melhorar a vida de crianças de famílias desfavorecidas. "Acho que os atletas estão em uma posição privilegiada e temos a responsabilidade de ajudar aqueles que precisam, especialmente melhorando suas vidas infanto-juvenis", declarou o espanhol ao lançar o fundo.
Yannick Sinner, atual campeão do Wimbledon, lançou seu fundo beneficente em 2025, que colaborará com o Global Partnership for Education — o maior fundo mundial apoiando a educação em países de baixa renda. "Milhões de crianças nunca têm a chance de seguir seus sonhos porque não têm acesso à escola", disse o italiano.
Andrei Rublev, que recebeu o prêmio Arthur Ashe Humanitarian Award em 2025, fundou seu fundo em março de 2024 para apoiar crianças com doenças graves. Sua iniciativa de arrecadação de fundos trouxe mais de 150.000 dólares no primeiro ano. Rublev também participa ativamente de programas de saúde mental, falando abertamente sobre seus próprios problemas e a importância de buscar ajuda.
A tenista polonesa Iga Swiatek lançou um programa de bolsa de estudos para jovens atletas poloneses em 2025. "O tênis me tornou conhecida e com isso, tive a oportunidade de influenciar questões que realmente importam para mim. Quero usar essa oportunidade para fazer o mundo melhor", escreveu ela.
O Prêmio Arthur Ashe pela Atividade Humanitária é uma das mais prestigiadas награды no tênis, concedida a jogadores que fizeram uma contribuição excepcional para a beneficência. Além de Rublev, essa honraria foi conferida a Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Murray e Andre Agassi. Este reconhecimento mostra que no mundo do tênis, a beneficência é valorizada não menos do que as vitórias na quadra.
Sloane Stephens se tornou a primeira tenista a receber o Prêmio Muhammad Ali pela Atividade Humanitária no esporte em 2025. Seu fundo, fundado ainda em 2013, ajuda crianças de famílias de baixa renda em Compton e no sul da Flórida a obter acesso ao tênis e a outras oportunidades. Ao longo dos anos, o fundo mudou a vida de mais de 10.000 crianças.
As irmãs Williams também se engajam ativamente em beneficência. Serena Williams, embaixadora de boa vontade da UNICEF desde 2011, foi agraciada com prêmios por seu trabalho na área da saúde materna. Juntas, elas fundaram o Centro Yetunde Price Resource Center em sua cidade natal, Compton, Califórnia, em memória da irmã mais velha.
A tenista ucraniana Elina Svitolina demonstra uma atividade beneficente impressionante. Ela direcionou uma quantia de 10.000 dólares para seu fundo beneficente Svitolina Foundation, que apoia jovens tenistas promissores na Ucrânia. Anteriormente, Svitolina já havia doado prêmios para o fundo.
O mundo do tênis também se une para ajudar em caso de grandes catástrofes. Em 2025, foi lançada a campanha "Tênis joga pela amor" para arrecadar fundos para as vítimas do terremoto na Turquia e na Síria, com o objetivo de arrecadar os primeiros 5 milhões de dólares. E nos torneios Grandes Slam, como o US Open e o Australian Open, milhões de dólares foram arrecadados para ajudar países pobres.
A atividade beneficente dos principais tenistas do mundo mostra que o verdadeiro campeão é medido não apenas pelo número de títulos conquistados, mas também por como ele usa seu sucesso para ajudar os outros. Das programas educacionais na África e na Sérvia às iniciativas de apoio a crianças doentes na Itália e na Rússia, os tenistas estrelas provam que sua humanidade e compaixão são tão grandes quanto suas realizações esportivas. E talvez esse legado seja mais duradouro do que qualquer recorde ou vitória na quadra.
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